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19/04/2026 - 4:33 PM
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China impõe tarifa adicional de 55% sobre carne bovina acima da cota e impacto atinge Brasil

A China anunciou que passará a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem as cotas anuais, como parte de medidas de salvaguarda para proteger o setor pecuário doméstico. A decisão entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, com validade inicial de três anos, e afeta diretamente grandes exportadores, entre eles Brasil, Austrália e Estados Unidos.

De acordo com o Ministério do Comércio chinês, a cota total de importação será fixada em 2,7 milhões de toneladas por ano, volume próximo ao recorde histórico registrado em 2024. O governo chinês justificou a medida alegando que o aumento expressivo das importações nos últimos anos pressionou os preços internos e causou prejuízos à indústria pecuária nacional.

O Brasil, maior fornecedor de carne bovina para a China, é um dos países mais impactados pela nova regra. Apenas nos 11 primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras somaram 1,33 milhão de toneladas, volume que, mantido em 2026, ultrapassaria significativamente o limite estabelecido pela cota. Analistas do mercado avaliam que a medida deve levar à redução das compras chinesas no próximo ano ou forçar uma redistribuição das vendas para outros mercados.

A decisão ocorre em um cenário de alta global nos preços da carne bovina e faz parte de um conjunto de políticas adotadas por Pequim para fortalecer a produção interna e garantir maior segurança alimentar. Autoridades chinesas ressaltaram que a tarifa adicional não é direcionada a países específicos, mas tem como objetivo conter o excesso de oferta externa e permitir a recuperação do setor pecuário local.

Especialistas alertam que, caso não haja flexibilização das cotas ou acordos bilaterais, a nova tarifa pode impactar receitas de exportadores e pressionar os preços no mercado internacional, especialmente em países altamente dependentes do mercado chinês, como o Brasil.

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