Candidato do PL à Presidência defende redução da estrutura federal, corte de cargos comissionados e mudanças nas regras fiscais
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, defendeu uma ampla redução da estrutura do governo federal caso seja eleito nas eleições de 2026. Entre as propostas está um “tesouraço” nos gastos públicos, com diminuição do número de ministérios e de cargos comissionados.
A proposta também consta no plano de governo apresentado pela candidatura à Justiça Eleitoral. O documento prevê o corte de pelo menos dez ministérios, além da redução de despesas administrativas e de medidas voltadas ao combate a supersalários e benefícios considerados excessivos no funcionalismo.
Na área econômica, Flávio defende uma reorganização das contas públicas, com novas regras fiscais destinadas a controlar os gastos e estabilizar a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). A plataforma também propõe substituir o atual modelo fiscal por uma nova regra de controle das despesas.
O candidato ainda relaciona a redução da máquina pública à intenção de diminuir a carga tributária. O plano apresentado pela campanha prevê revisão de pontos da reforma tributária e retomada de uma agenda de concessões e privatizações.
As propostas econômicas fazem parte dos principais eixos apresentados por Flávio Bolsonaro para diferenciar seu projeto do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento eleitoral também aborda segurança pública, mudanças institucionais e alterações na relação entre os Poderes.
Flávio Bolsonaro iniciou oficialmente sua campanha presidencial no domingo (16), durante um ato realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro. Na ocasião, voltou a defender cortes de gastos e redução da estrutura pública como parte de sua plataforma para um eventual governo a partir de 2027.