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Operação Nêmesis: PF e Ibama inutilizam 20 dragas industriais e 67 mil litros de diesel durante combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira

Segunda fase da operação, realizada nesta sexta-feira (30), também resultou na inutilização de rebocadores, motores e geradores industriais, além da apreensão de armas de fogo, celulares e mercúrio.

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nesta sexta-feira, 30 de outubro, a segunda fase da Operação Nêmesis, que resultou na inutilização de 20 dragas industriais utilizadas na extração ilegal de ouro no Rio Madeira, nas proximidades da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho.

A operação também resultou na inutilização de aproximadamente 67 mil litros de óleo diesel, três rebocadores, uma balsa de combustível, 47 motores industriais e quatro geradores de grande porte.

A ofensiva teve como objetivo combater a exploração clandestina de ouro em áreas sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e sem licenciamento ambiental.

Balanço da segunda fase da Operação Nêmesis

Conforme os resultados divulgados pelas autoridades, foram inutilizados:

  • 20 dragas industriais;
  • 03 rebocadores;
  • 01 balsa de diesel;
  • 37 motores industriais de grande porte;
  • 10 motores industriais de médio porte;
  • 04 geradores industriais de grande porte;
  • 67 mil litros de óleo diesel.

Durante a fiscalização, os agentes também realizaram as seguintes apreensões:

  • 06 aparelhos celulares;
  • 04 armas de fogo;
  • 02 frascos de mercúrio.

Os materiais apreendidos serão submetidos aos procedimentos legais e poderão contribuir para o avanço das investigações.

Dragas avaliadas em mais de R$ 4 milhões cada

De acordo com a Polícia Federal, as dragas industriais encontradas no Rio Madeira possuem valor médio estimado superior a R$ 4 milhões por unidade.

Considerando apenas as 20 dragas inutilizadas, o valor estimado das estruturas ultrapassa R$ 80 milhões, sem incluir os rebocadores, motores, geradores e demais equipamentos empregados na atividade ilegal.

O elevado investimento, segundo os investigadores, indica uma exploração organizada e de grande capacidade operacional, afastando a hipótese de atividade garimpeira individual ou rudimentar.

Imagens de satélite apontaram que as dragas estavam concentradas na região desde abril de 2025, realizando deslocamentos ao longo do rio e provocando alterações nas margens.

Mercúrio representa ameaça ao meio ambiente

Durante a operação, os agentes localizaram dois frascos de mercúrio, substância altamente tóxica utilizada na separação do ouro.

Antes da inutilização das estruturas, as equipes retiraram materiais contaminantes para evitar seu lançamento no Rio Madeira.

A contaminação por mercúrio representa uma grave ameaça à fauna aquática e às comunidades ribeirinhas e indígenas, especialmente em razão do consumo de peixes contaminados.

Além dos riscos químicos, a exploração ilegal de ouro provoca assoreamento, degradação ambiental e destruição das margens dos rios.

Polícia Federal busca identificar financiadores

As investigações continuam para identificar os responsáveis pelo financiamento das atividades clandestinas, operadores logísticos, fornecedores de mercúrio e possíveis receptadores do ouro extraído ilegalmente.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, extração mineral sem autorização, usurpação de bens da União, utilização irregular de substâncias tóxicas e associação criminosa, conforme a participação de cada envolvido.

A segunda fase da Operação Nêmesis representa mais uma ofensiva das forças federais contra o garimpo ilegal em Rondônia, especialmente na região do Rio Madeira, onde a exploração clandestina de ouro tem provocado preocupação ambiental e mobilizado operações de fiscalização.

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