O deputado estadual Rodrigo Camargo parece viver uma verdadeira maratona de pretensões políticas — sem conseguir concluir nenhuma com consistência.
Em pouco tempo, já flertou com uma candidatura a deputado federal, depois mirou o Senado e agora tenta emplacar um discurso de pré-candidato ao Governo de Rondônia. Nos bastidores, porém, o cenário é outro: cresce a possibilidade real de ter que recuar e disputar novamente uma vaga de deputado estadual.
A pergunta é inevitável: afinal, qual é o projeto político de Camargo?
Essa sequência de mudanças não transmite ousadia, mas sim desorganização estratégica. Em vez de demonstrar força, passa a impressão de improviso — como quem testa cargos diferentes esperando que algum “cole” junto ao eleitorado.
Enquanto isso, outros grupos políticos trabalham com planejamento, alianças e construção de base. Camargo, por outro lado, segue apostando quase exclusivamente no barulho das redes sociais, sem apresentar a mesma força no campo político real.
E política, vale lembrar, não se faz apenas com curtidas, visualizações ou vídeos virais. Se faz com articulação, diálogo e apoio três pontos onde o deputado ainda encontra dificuldades.
Sem partido consolidado, com resistência entre lideranças e mudando de objetivo a todo momento, o parlamentar corre o risco de chegar em 2026 sem viabilidade para disputar cargos maiores e ainda tendo que lutar para não perder o espaço que já ocupa.
No fim das contas, o “candidato de tudo” pode acabar se tornando candidato de si mesmo — isolado e sem caminho claro.
Em política, quem tenta abraçar tudo, muitas vezes termina sem segurar nada.
Por :Almi Coelho/ DRT 1207-RO
