Presidente dos Estados Unidos afirma que decisão ainda está em análise, apesar de Kiev ter anunciado avanço nas negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não decidiu se autorizará a Ucrânia a produzir mísseis interceptadores do sistema Patriot, considerados fundamentais para a defesa aérea do país diante dos ataques russos.
A declaração foi feita em entrevista ao *Financial Times*. Trump afirmou que o governo norte-americano continua analisando a possibilidade de conceder a licença necessária para que Kiev participe da produção dos equipamentos.
Os mísseis Patriot têm papel importante na defesa da Ucrânia, especialmente na interceptação de mísseis lançados pela Rússia. O presidente norte-americano destacou que se trata de um armamento estratégico e que a concessão de licenças exige cautela.
A manifestação de Trump ocorreu poucos dias depois de uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. Após o encontro, Zelensky afirmou que os dois países haviam discutido, entre outros assuntos, a produção de interceptadores Patriot.
O presidente da Ucrânia chegou a declarar que os Estados Unidos teriam concordado em conceder as licenças necessárias. Zelensky também informou ter mantido reuniões com representantes da Lockheed Martin e da RTX, empresas envolvidas na fabricação do sistema, e demonstrou interesse em estabelecer uma parceria de coprodução.
Apesar das declarações ucranianas, Trump adotou um tom mais cauteloso ao comentar o assunto. O presidente norte-americano afirmou que sua prioridade é buscar o encerramento da guerra entre Rússia e Ucrânia por meio de esforços diplomáticos, e não ampliar o fornecimento ou a produção de armamentos.
No início de julho, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte realizada na Turquia, Trump havia anunciado que a licença seria concedida à Ucrânia. A possibilidade foi recebida por Kiev como um avanço importante para fortalecer sua capacidade de defesa.
Com a nova declaração do presidente dos Estados Unidos, porém, a autorização permanece indefinida. Caso o acordo não avance, a Ucrânia poderá deixar de contar com uma medida que considerava estratégica para ampliar sua capacidade de produção e defesa durante a guerra contra a Rússia.
Fonte: Notícias do Norte, com informações da CNN Portugal e Financial Times.