O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o cumprimento de prisões domiciliares e medidas cautelares contra investigados em uma operação de grande abrangência nacional. As ordens judiciais, expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, foram executadas em oito estados brasileiros e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das diligências.
As ações ocorreram nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. Além da prisão domiciliar, o STF impôs uma série de medidas cautelares, entre elas:
Proibição do uso de redes sociais;
Proibição de contato com outros investigados;
Entrega de passaportes;
Suspensão de documentos de porte de arma de fogo;
Proibição de visitas.
Alvos das medidas judiciais
Entre os investigados atingidos pelas decisões estão:
Ailton Gonçalves Moraes Barros
Angelo Martins Denicoli
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
Guilherme Marques Almeida
Marcelo Araújo Bormevet
Reginaldo Vieira de Abreu
Giancarlo Gomes Rodrigues
Filipe Martins
Marília Ferreira de Alencar
Ligação com a prisão de Silvinei Vasques
A decisão do ministro Alexandre de Moraes ocorre após a prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que já estava submetido a medidas cautelares e fugiu para o Paraguai, descumprindo determinação judicial.
Silvinei foi detido na madrugada de sexta-feira (26), no momento em que tentava embarcar em um voo com escala no Panamá e destino final em El Salvador.
De acordo com informações preliminares, o ex-diretor teria rompido a tornozeleira eletrônica e viajado de carro de Santa Catarina até o Paraguai. Para tentar embarcar, ele utilizou a identidade de um cidadão paraguaio que teve o documento extraviado.
Segundo a Polícia Federal, a identificação de Silvinei Vasques foi confirmada por meio de procedimentos técnicos, incluindo reconhecimento facial, com apoio da Polícia Federal no Paraguai, através de cooperação policial internacional.
O caso segue sob investigação, e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades.
Almi Coelho
DRT-1207/RO – Alerta Rondônia