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05/08/2026 - 9:02 PM
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Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,15% em 2026

Estimativas para o PIB, o dólar e a taxa Selic permanecem estáveis

As projeções do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 apresentaram nova redução. Conforme o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a expectativa é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo encerre o ano em 5,15%.

Na semana anterior, a previsão para o IPCA estava em 5,16%. Quatro semanas antes, os analistas consultados pelo Banco Central estimavam uma inflação de 5,33%.

Para os anos seguintes, o mercado prevê inflação de 4,20% em 2027 e de 3,78% em 2028.

Crescimento econômico e câmbio

As projeções relacionadas ao Produto Interno Bruto, à cotação do dólar e à taxa básica de juros permaneceram sem alterações significativas.

Para o PIB, que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, a expectativa de crescimento em 2026 segue em 1,99% pela terceira semana consecutiva. Há quatro semanas, a estimativa era de expansão de 1,98%.

Em relação aos próximos anos, a previsão é de crescimento de 1,65% em 2027 e de 2% em 2028.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2026 também permanece estável há cinco semanas, em R$ 5,20. Para 2027, a projeção é de R$ 5,28, enquanto para 2028 o valor estimado é de R$ 5,30.

Taxa Selic

A previsão para a taxa básica de juros em 2026 continua em 14%, mantendo-se no mesmo patamar pela quarta semana seguida.

Atualmente, a Selic está fixada em 14,25%, percentual definido pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central em 17 de junho. Com isso, o mercado espera que ocorra ao menos uma redução na taxa até o encerramento de 2026.

A próxima reunião do Copom está programada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para 2027 e 2028, as projeções da Selic permanecem em 12% e 10,5%, respectivamente.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a taxa ficou em 15% ao ano, o maior nível registrado desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a Selic foi elevada em sete oportunidades.

Quando o Copom reduz a taxa básica de juros, o crédito tende a ficar mais acessível, favorecendo o consumo, os investimentos e a atividade econômica. Entretanto, esse movimento também pode aumentar as pressões sobre a inflação.

Já a elevação da Selic encarece o crédito e estimula aplicações financeiras, reduzindo o consumo e contribuindo para controlar a alta dos preços. Por outro lado, juros elevados também podem dificultar o crescimento da economia.

Além da taxa básica, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro para estabelecer os juros cobrados dos clientes.

Fonte: Agência Brasil

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